O dia amanhece e aos poucos a cidade vai despertando.
Pessoas madrugam nas ruas. O fluxo de carros começa a aumentar ao contar das horas. Já observou que quanto mais alto o sol, maior o número de carros nas ruas ? E como tem carro! Já há algum tempo trás, vi em uma pesquisa que em João Pessoa havia um carro para cada dois habitantes.
Mas o trânsito não é feito só de carros. Temos também carroças com tração animal, e outras humana. Motos, bicicletas, ônibus, caminhões e pessoas. Todos com muita pressa para chegar em algum lugar.
A percepção é que as sinalizações de trânsito não servem pra nada. É muito comum vermos infrações de trânsito desrespeitando placas, faixa de pedestres e até o semáforo. Nós somos muito mal educados em matéria de respeitar regras de convivência.As de trânsito então...
Sempre que penso em trânsito lembro de um desenho do Pateta ( personagem de Walt Disney) que era uma pessoa pacata, cordial com as pessoas até entrar no carro. Nele se transformava em uma outra personalidade totalmente irracional. Assim somos nós na maioria das vezes em que estamos dirigindo: pessoas egocêntricas, pois tudo gira em torno do meu carro, nele me transformo no ser mais poderoso do universo, NINGUÉM dirige melhor que eu.
Sem falar na gama de palavras de baixo calão que são pronunciadas sempre que vemos algo no trânsito que está fora do meu agrado.
Lembro de uma narrativa contada por uma amiga que dizia sempre falar palavrões no carro. Um dia o filho caçula dela repetiu uma dessas palavras e ao questionar a criança onde ela tinha aprendido tal palavra feia, foi surpreendida com a resposta "com você mamãe". Depois disso ela passou a se policiar.
É preciso prestar atenção em que tipo de motorista nos transformamos na direção e que tipo de trânsito queremos. O número de carros na rua só aumenta e com ele a loucura só cresce.
A chave para que consigamos uma melhora na forma de dirigir é o respeito às leis e aos outros, (também) humanos motoristas.
Vicente Killiam 03/02/21