Enfim a vacina chegou para mim. E o que estou sentindo é um misto de sentimentos e sensações: felicidade, esperança e indignação. Não falarei da felicidade e nem da esperança por enquanto, pois esses sentimentos são compreensívelmente necessários diante do cenário atual.
A indignação vem de ver pessoas que elegeram medicamentos sem comprovação científica como a salvação contra a covid. Porque temos um presidente que é insensível à dor da população que agoniza de fome e de infecção pelo corona. Porque trabalhadores estão precisando, e pela necessidade de manter suas famílias, se arriscam nas aglomerações do transporte público ( por exemplo ).
Para descrever minha alegria lembrei da música "Telegrama", de Zeca Baleiro, onde ele diz que acordou com vontade de mandar flores ao delegado e de bater na porta do vizinho e desejar bom dia. Uma música nunca fez tanto sentido para mim na hora de expressar a felicidade e a esperança.
A vacina veio e o meu braço que ansiosamente a esperava a acolherá como uma mãe com sua cria no colo.
Esperar na fila nunca foi tão gostoso, sob o sol ou sob a chuva não importa. O importante é receber o imunizante para começar a vislumbrar a normalidade. Um mundo sem máscaras e de fronteiras abertas, um mundo com sorrisos desprotegidos, com a boca acompanhando os olhos.
O mundo precisa da pesquisa científica e será só através da ciência que poderemos ver os avanços da humanidade na luta contra as doenças e na melhora da qualidade de vida das pessoas. Através do amor a humanidade avança no caminho da compreensão e da cooperação.
Com amor e ciência avançaremos muito mais. Pois buscaremos sempre entender os problemas do povo e acharemos soluções para resolvê-los.
Chega de discurso de ódio, chega de negacionismo!
Juntos somos mais fortes, juntos somos mais felizes, juntos podemos fazer um mundo melhor.
Que a felicidade, a gratidão e a esperança possam surgir no coração de todos.
Que a vacina seja um bem comum!
Vicente Killiam 02/05/2021.

Como sempre,produzindo textos melhores a cada dia.Coerentes e sucintos e sobretudo sensatos.
ResponderExcluirGrato Chico, busco falar do que sinto e vejo e colho aqui e ali sua influência.
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